March312013

The perks of being a Diamond

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Dois dos trabalhos mais prazerosos que fiz nesse 2º período foram os finais das disciplinas Comunicação, Psicologia e Cognição e Teoria da Comunicação II. Pesquisei e escrevi com gosto porque são sobre a minha arte preferida: a música. E mais, são análises de obras de uma artista que eu amo, a Marina & The Diamonds.

O primeiro é uma análise do álbum “Electra Heart”, segundo os conceitos de cultura terapêutica, de Paulo Vaz (meu professor), e liberação sexual, de Foucault. Já o segundo analisa as alegorias da canção “Hollywood” e de seu videoclipe a partir da Mitologia de Roland Barthes.

O melhor é que tirei notas boas! Fruto do amor que tenho por essa galesa dentuça. Boa leitura!

Análise do álbum musical “Electra Heart”, de Marina & The Diamonds, segundo os conceitos de cultura ter… by Doug Mota

Análise da música “Hollywood”, de Marina & The Diamonds, e de seu videoclipe segundo os conceitos da Mi… by Doug Mota

March132013

Minhas melhores fotos do Laboratório de Fotografia Digital - 2012.2.

Escolhi as cores azul e branco por causa da bandeira do Rio. Impossível não ser bairrista com tantas maravilhas. Algumas fotos estão disponíveis no meu blog pessoal, mas estou postando todas no meu Flickr. Duas delas serão expostas na Galeria Vitrine da Eco, bem como no portal da Escola na internet. Assim que forem disponibilizadas, mostro aqui.

March72013

Esse é o Jornal Rádio Lek, o trabalho final do Laboratório de Rádio (aquele que eu fotografei). A turma foi dividida em dois grupos e cada um ficou responsável por produzir um programa ao vivo de mais ou menos 15 minutos. O nosso formato é uma revista eletrônica humorística com notícias falsas, sátiras e uma boa dose de crítica.

Nesse trabalho, escrevi as notícias do Malafaia + Bolsonaro, do Eike Batista e o texto do repórter do trânsito, além, claro, de dar uns pitacos nos outros quadros. Corremos bastante pra gravar hoje, mas deu tudo certo e, modéstia à parte, ficou bem legal.

Desculpem pela voz fanha, tô super gripado.

March22013

Acontece na próxima quarta, dia 06, às 16:30, a 14ª ECOmostra, com a exposição dos trabalhos de conclusão de curso dos alunos de Rádio e TV (Audiovisual). Lá vocês vão encontrar de roteiros, documentários, pilotos pra TV, monografias… tudo de primeira qualidade. Digo isso porque na última edição eu estive presente e conferi eu mesmo. Sabiam que Adorável Psicose, da Natália Klein (que foi aluna da ECO) nasceu numa ECOmostra?

Também vamos promover uma palestra sobre o cenário do mercado de trabalho com a gerente de aquisições nacionais da TV Brasil. Confiram a programação completa:

16:30 - Abertura: Afonso Claudio, Alda Almeida, Fátima Fernandes

Bloco: Novas formas de propaganda

16:45 - De Carona com BRanded Content (Audiovisual) - Carolina Alcantara e Fernando Leal
17:05 - Canal OFF e suas chamadas de programação (Monografia) - Gabriel Gouvêa Bogossian
17:15 - Debate: Afonso Claudio, Alda Almeida, Fátima Fernandes   

Bloco: Questões existenciais

17:25 - 15 minutos de fama    (Audiovisual) - Rafael Barroso Bento
17:45 - Estética da Existência no Cinema Brasileiro Contemporâneo (Monografia) - Gabriel Domingues Ferreira
17:55 - Nasci para Isso (Audiovisual) - Mariana Ramos
18:20 - Aquilo que não foi (Roteiro) - Daniel Dias
18:30 - Diário GG (Roteiro) - Maria Eduarda Paixão
18:40 - Debate: Afonso Claudio, Alda Almeida, Fátima Fernandes   

Bloco: Questões de afeto   

19:05 - Portrait de Familia (Video Portrait) - Lua Amora Silva
19:15 - Os melhores amigos    (Audiovisual) - Isabel Stein
19:35 - Chá Indiano (Roteiro) - Daniel Corrêa
19:45 - Pétalas (Audiovisual): Felipe Xavier
20:05 - Debate: Afonso Claudio, Alda Almeida, Fátima Fernandes

20:25 - Da Universidade ao Mercado Audiovisual – expectativas & perspectivas na era da convergência digital - Palestrante Convidada: Samantha Oliveira (Gerência de Aquisições  Nacionais da TV Brasil)
21:15 - Debate: Afonso Claudio, Alda Almeida, Fátima Fernandes   
21:30 - Encerramento: Afonso Claudio, Alda Almeida, Fátima Fernandes

Não se esqueçam de fazer a inscrição aqui para garantir a vaga no auditório! E confirmem a presença na página do evento.

February212013

Nesse período tive uma introdução ao cinema na disciplina Linguagem Audiovisual I. Aprendi alguns conceitos técnicos e estilísticos e, a partir deles, como os movimentos de vanguarda se construíram. Eles foram dividos entre os alunos, ficando um para cada dois grupos. O meu pegou o Expressionismo Alemão (acabei tomando muito gosto por ele) . Apresentamos um seminário sobre e preparamos um curta-metragem, que foi exibido ontem, junto com todos os outros. Optamos por gravar um vídeoclipe para a música “Inveja”, da Megh Stock. Acabou saindo maior e melhor do que planejamos, o que causou certa surpresa até na professora. Muito esforço foi necessário, mas valeu 100% a pena. Que as imagens falem por si mesmas, assistam:

Também participei da produção da fotomontagem do outro grupo de Expressionismo como fotógrafo. Assistam a “O Círculo Quebrado”:

Os outros trabalhos ficaram excelentes! Eles dariam muito orgulho aos idealizadores dos movimentos. Conforme forem publicando, vou colocar os links nesse post.

January282013
January152013

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Conexão é o evento de Marketing da Escola de Comunicação da UFRJ. Realizado anualmente pelo Laboratório de Inteligência e Pesquisa de Marketing Social (LIMK/ECO-UFRJ), traz profissionais e especialistas nas áreas de pesquisa em marketing, inteligência estratégica e responsabilidade social à universidade.

No final de 2012 fui selecionado para fazer parte do LIMK, sendo o evento o primeiro projeto no qual me envolvo aqui. Os banners de divulgação virtual e o vídeo acima foram feitos por mim. Por ser um usuário assíduo das redes sociais, achei que poderia colocar em prática os conhecimentos que, praticamente, “aprendi brincando”, bem como compartilha-los com meus colegas.

Pra finalizar, gostaria de lhes fazer um convite: venham ao Conexão 2013! Só é preciso se inscrever aqui. Aproveitem e confirmem a presença no evento. Para chegar ao Auditório Pedro Calmon é fácil: O campus Praia Vermelha fica na Avenida Pasteur, 250, na Urca. O auditório fica no segundo andar do Palácio Universitário. As linhas 107, 511, 512 e 513 (Integração expressa Botafogo-Urca, do Metrô) passam em frente, mas também há inúmeras outras que vem da Zona Sul no sentido Zona Norte e Centro que passam ao lado do Campus, na Avenida Venceslau Brás. Se você vem do sentido contrário, é só saltar no ponto do shopping RioSul. Simples, não? Aguardo vocês lá!

Atualização: A programação foi divulgada, confiram:

17:00 – Credenciamento

17:15 – Abertura

17:30 – Apresentação Teatral – “Quando o Mercado Vai ao Fundo” (livremente inspirado na peça “Em Alto Mar”, de Slawomir Mrozek) – José Henrique

17:45 – “A importância dos dados secundários para a pesquisa de mercado” Isabela Mateus de Araujo Torres

18:15 – “Comunicação como fator critico de sucesso para a implementação de IE: o caso de uma empresa de varejo.” Elisabeth Gomes

19:00 – “Conexão: Comunicação & Amamentação” Marcus Renato de Carvalho e Cristine Nogueira Nunes

19:45 – “Projeto Imagens em Movimento : um caso de Inteligência Estratégica em um empreendimento sócio cultural” – Ana Dillon e Simone Oliveira

20:45 – “Desafios da Responsabilidade Social - Práticas e Praticantes” Daniela Corrêa e Anna Carolina Meireles

21:20  Enceramento


Atualização 2.0: O evento foi o máximo e rendeu bastante. O TeleJornal da UFRJ produziu uma reportagem sobre:


(Source: facebook.com)

November302012

1 - Estúdio Fotográfico da Central de Produção Multimídia, onde curso o laboratório de fotografia digital;

3, 4 e 5 - Equipamentos do Laboratório de Rádio da CPM, onde também curso a oficina.

Os laboratórios servem para termos atividades práticas, de modo que o curso não seja “monopolizado” pela teoria das aulas. Não há estímulo melhor para continuar na Comunicação Social!

Comecei a cursar esses laboratórios há apenas uma semana, mas já produzi algum conteúdo, incluindo fotografias e gravações (Assim que puder, vou publicá-lo aqui). A produção de material é o que mais tenho gosto em fazer (Não é à toa que escrevo para 3 blogs!), principalmente quando a audiência pode incluir um público alheio ao mundo acadêmico e à universidade. É exatamente isso que faço nos laboratórios: a fotografia e o rádio são meios muito difundidos na sociedade. Efeito contrário teria um trabalho acadêmico, por exemplo. Longe de tentar desmerecer esse material, mas, cá entre nós, é bem mais legal fazer algo prático.

October202012

Oi oi oi

Há alguns meses, antes de Avenida Brasil estrear, eu esperava uma novela ousada e com características de trama policial. Quando se fala na rodovia que corta quase todo o subúrbio carioca, passando pelas favelas mas violentas do país, não se pode esperar nada ameno. Porém, quando assisti pela primeira vez a chamada de elenco e a abertura, senti uma grande decepção. Estava na expectativa de ouvir um rock, não tão pesado, mas com os sons graves bem trabalhados, e ver a Avenida Brasil real, com o trânsito caótico, com os conflitos armados que ocorrem ao redor da via, etc. O enredo inicial também não me pareceu muito chamativo.

Tudo mudou quando o primeiro capítulo foi ao ar. A minha atenção foi despertada pela belíssima atuação dos atores e das características da filmagem. Mesmo assim, não esperava nada muito grandioso. Conforme a estória foi ganhando agito e reviravoltas, a minha audiência foi se tornando mais frequente. Semanas antes do centésimo capítulo, já não perdia um sequer. A problemática central que “não pegou” no começo ganhou proporções maiores e se tornou mais chocante. Esse fator somado à estética cinematográfica garantiram os bons níveis da novela no IBOPE e no meu conceito.

Com tanta garantia de sucesso, algumas empresas usaram o tema extremamente popular no espeço público para se autopromoverem. Dentre eles, destaco a Supervia (concessionária responsável pelo sistema de trens urbanos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro):

Além de passageiro rotineiro da empresa, eu voltava de trem para casa da faculdade também pelo motivo explicitado no banner. Até eu, o sujeito que vos escreve, usei o “OIOIOI” para ganhar audiência em meu outro blog, fazendo uma ligação com outro espetáculo da dramaturgia brasileira: Senhora do Destino.

O ritmo musical que, em princípio, tinha a minha desaprovação se tornou a marca da telenovela. Luis Erlanger, ex-ecoíno* e diretor da Central Globo de Comunicação, esteve presente no VII Seminário Internacional Obitel, evento sobre ficção televisiva organizado pelo Globo Universidade, ECA-USP e ECO Pós e realizado em agosto desse ano. Lá ele explicou a escolha da trilha sonora da abertura, bem como ela em si. Algo mais “pesado” poderia afastar a audiência, que não está habituada com material do tipo. O Kuduro e as pessoas dançando servem para amenizar os choques que surgiriam no decorrer da trama.

Os esteriótipos constantemente apresentados de maneira caricata me desgradaram. É óbvio que grande parte da nova classe C que emergiu das classes mais baixas comete erros de português frequentemente. No entando, essa característica foi exacerbada em alguns personagens. O fato de ser um suburbano carioca não obriga o sujeito a dizer “mermo” ou falar como um traficante. Apesar desse aspecto, o subúrbio foi bem representado como um lugar de muito contato humano e em pleno desenvolvimento econômico.

O que me irritou mais do que os esteriótipos foram os “do contra”. Essas pessoas, que se acham mentalmente superiores, pregam um discurso massivamente, a ponto de ter se tornado clichê: a alienação. São revolucionários de Facebook, pseudo-comunistas, a resistência contra o sistema. Dizem que assistir novela é alienante, como se toda e qualquer forma simples de entretenimento fosse uma armadilha para nossos cérebros. Chegaram a comentar que Avenida Brasil foi produzida justamente para desviar as atenções do julgamento do Mensalão. Esses mesmos acusadores que chamavam a Rede Globo de tucana nas últimas eleições presidenciais. Não há corência no que dizem. Admito que estão certos quando dizem que nossas prioridades devem ser formadas por temas sérios, mas isso não significa abominar os meios de comunicação e o entretenimento.

Não quero que gostem de Avenida Brasil ou de qualquer outro folhetim televisivo, apenas acho que ninguém deve negar o sucesso e o impacto do “OIOIOI” e, principalmente, sua qualidade estética, contida desde na iluminação até nas técnicas de filmagem, assim como dramática, rompendo com o modelo tradicional de telenovela apresentado há décadas no Brasil. João Emanuel Carneiro, Ricardo Waddington, Amora Mautner, José Luiz Vilamarim, o elenco (Adriana Esteves, principalmente) e toda a equipe por trás da produção estão de parabéns.

*Ecoíno é o termo empregado informalmente aos estudantes da ECO/UFRJ.

September162012

O mercado de jornalismo no Brasil

bumerangue:

Uma reflexão interessante e necessária que compartilho com meus amigos e colegas jornalistas.

Por motivos profissionais, entrei em contato com um editor alemão, perguntando a respeito de números de vendas e resenhas na imprensa internacional sobre um título que a Editora 8INVERSO vai publicar em breve. Ele, educadamente, retornou com uma extensa lista de referências na imprensa e resenhas em blogs e sites de grandes jornais — 95%, americanos. Apesar de o livro de ter sido publicado em um punhado de países europeus, a repercussão na imprensa do Velho Continente não se compara àquela obtida nos Estados Unidos. A quantidade de veículos americanos dedicados a resenhar livros, divulgá-los e noticiá-los é assombrosa!

Isto me fez pensar sobre o quanto o mercado de jornalismo no Brasil ainda tem a aprender e a crescer. Vemos centenas e centenas de jovens saindo da universidade graduados em jornalismo, muitos com um currículo excelente, com passagens por estágios e freelas nas mais diversas áreas, inteligentes, cheios de gana e ambição e temerosos quanto à falta de espaço no mercado de imprensa brasileiro. Temor que justifica-se quando olhamos ao redor. Aqui, comparo: deveríamos ter os Estados Unidos como um exemplo a ser seguido. Deveríamos incentivar a profissionalização da Comunicação, ampliando a quantidade de sites, revistas e jornais em circulação, aumentando a quantidade de empregos criados, o que oxigenaria as próprias faculdades de Comunicação Social, tornando o mercado mais dinâmico e diversificado.

Vivemos em um país vasto, com grande população urbana, de economia pujante e com um povo empreendedor e ávido pela comunicação e pelas relações. É de se pensar que um país com estas características teria um mercado de comunicação, de jornalismo, edição e publicação igualmente forte e diversificado — o que não acontece. E por quê? Monopólio de mídia? Desinteresse natural pela informação? Renda baixa, se comparada àquela de países desenvolvidos? Complexo de vira-latas?

Respostas me escapam, logo, fico com a reflexão e a nítida percepção que há espaço para este mercado crescer. Há mão de obra precisando de trabalho, há renda em ascensão, há buracos a serem preenchidos. Minha esperança é que as novas gerações de empreendedores da Comunicação abracem a causa de ampliar este mercado, o que, no atual cenário, é quase um dever cívico.

September62012
O Guia do Estudante 2012 da Editora Abril deu 5 estrelas (nota máxima) aos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da ECO e 4 ao de Produção Editorial, o melhor do Brasil.

O Guia do Estudante 2012 da Editora Abril deu 5 estrelas (nota máxima) aos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da ECO e 4 ao de Produção Editorial, o melhor do Brasil.

September22012

Qual é a sua maior preocupação enquanto você está cobrindo guerras?

diasdeluana:

A preocupação de uma maneira normal é que não apareça nenhum risco e também contar uma notícia sem virar notícia. O que me incomoda nessa história de repórter de guerra é a maneira como as pessoas querem ver heróis nos repórteres. Não acho que nenhum repórter que está começando deve almejar ser herói. Quando você começa a falar do repórter e não da guerra, algo está errado. O repórter de guerra, entra e sai daquele local de conflito. Ele está com dólar, com colete, aquilo ali é uma opção. Quem mora no lugar não tem opção ou tem muito menos opção. Quando a gente começa a falar muito do heroísmo do repórter é um defeito da cultura de celebridade que vivemos hoje.

Até no Iraque eu não usava colete por opção. Porque quando você coloca o colete no meio do povão que ninguém tem colete é uma mensagem: ‘Você é especial’. Te afasta da notícia. Tem uma lista de coisas que tem que se ter cuidado. E uma delas é com o sentimento das pessoas que estão na guerra. O repórter está na guerra, mas não está sofrendo a guerra.

Há uma cultura de celebridade de se querer heróis. Eu não quis escrever um livro sobre Iraque por isso. Não me sentia a vontade para aproveitar o momento. Acho legal que as pessoas tenham o respeito a quem merece. Muito mais merecedor de respeito são as pessoas que estão ali sofrendo. Eles estão sentindo uma coisa que ninguém deveria sofrer.

Marcos Uchôa

Repórter e Responsável pelo escritório da TV Globo em Londres.

(Em uma entrevista para a agência de intercâmbio - Oi Londres)

(Source: oilondres.com.br, via filmesquefalam)

August252012

Cliquem aqui para mais detalhes do evento no site do Globo Universidade.

Este seminário me fez construir uma visão bem mais ampla e menos esteriotipada de como é e está o cenário da teledramaturgia ibero-americana. As emissoras têm investido bastante em produção própria, havendo menos espaço para os produtos estrangeiros, incluive os brasileiros.

O que aprendi foi muito além da ficção em si. Descobri, graças aos pesquisadores mexicanos, sobre o acordo milionário entre o governo de lá com a Televisa e a possibilidade da dramaturgia de poder complementar o jornalismo na criação da esfera pública ao redor de determinado tema.

Já em Portugal, a crise força o Estado a privatizar a RTP. Cresce no país a influência angolana. O grupo Newshold, que demonstrou interesse em comprar a Rádio e Televisão de Portugal, tem ações em várias empresas portuguesas de mídia. Vem ocorrido censura em alguns veículos sob o poder da empresa. Lembrem-se que Angola não é um Estado democrático.

Luis Erlanger, diretor da Central Globo de Comunicação, discursou sobre a exportação de know how. Thelma Guedes e Duca Rachid, autoras da Rede Globo, comentaram a reforma que está acontecendo na dramaturgia brasileira. Thelma chegou a criticar a classificação indicativa dos programas, que restringe as ideias para, no seu caso, a dramaturgia.

Não sei se isso é bom ou ruim, mas notei que o Brasil é uma potência imperialista de dramaturgia! As maiores emissoras não importam nada e, quando o fazem, não competem de igual para igual com as obras nacionais, o oposto do que acontece lá fora.

Além de todo o conhecimento, ainda ganhei esse kit do Globo Universidade, visitei a ECO e matei as saudades daquele lugar.

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Mudando de assunto, um pouco, mas nem tanto. Nessa semana ocorreram três interações virtuais entre empresas das Organizações Globo e eu. A primeira foi previsível, apenas a mensagem de confirmação do seminário, mas reparem no domínio do e-mail. A segunda foi um like que o Jornal Extra deu num pin meu no Pinterest (a entrevista do meu professor que pode ser encontrada no post anterior a esse). O terceiro foi um erro que encontrei no texto de uma reportagem publicada no site d’O Globo. Dei um RT comentado, eles leram, corrigiram e me notificaram da correção. Isso tudo aconteceu em menos de uma semana!

August192012

Professor da UFRJ diz que greve nas universidades federais é “burra, injusta e covarde”

Aline Bonatto

A greve das instituições federais chegou a três meses. Para o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Marcio Tavares D’Amaral, a reivindicação por melhores salários e revisão do plano de carreira deve ser de outro jeito. Professor da graduação e da pós-graduação da Escola de Comunicação da UFRJ e com 40 anos de experiência, Marcio acredita que os professores devem lutar, mas precisam usar as armas que têm, não um mecanismo que foi criado no século XIX.

EXTRA - Professor, qual é a sua opinião sobre a greve?

MARCIO - Apesar de concordar que devemos lutar pela valorização profissional, sou contra a greve. Para mim, é uma forma de luta é burra, injusta e covarde.

EXTRA - Por que a greve tem essas características?

MARCIO - A greve é burra porque nós somos a elite intelectual do país e não é possível que só saibamos lutar usando essa arma. Nós temos que reivindicar como intelectuais e, se isso não der resultado, é porque não fazemos falta. A greve é injusta porque os professores continuam recebendo seus salários. Por último, é covarde porque prejudica os alunos de graduação, já que a pós-graduação continua com as aulas.

EXTRA - E as reivindicações?

MARCIO - Concordo com a reivindicação salarial. Assim como os técnicos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), somos pesquisadores. Além disso, por sermos professores, produzimos gerações. Entretanto, o crescimento dos nossos salários é menor em relação ao dos outros pesquisadores. Já o plano de carreira atual, acho melhor que as propostas dos sindicatos, mas não é ideal. Precisamos pensar em algo que favoreça os professores e respeite a formação de cada profissional.

EXTRA - Qual seria opção à greve?

MARCIO - O Brasil tem 59 universidades federais. Uma ideia seria reunir dois representantes de cada instituição, que tivessem uma representação nacional ou regional, e levá-los a Brasília para debater com a presidente Dilma Rousseff. Seria um fato político. Assim, seria possível ampliar a discussão e fazer com que ela chegasse à sociedade. O governo tem medo que a sociedade saiba que ele está agindo mal.

EXTRA - Como o senhor avalia a situação dos alunos?

MARCIO - Os alunos de graduação são, sem dúvida, os mais prejudicados com a greve, se não forem os únicos. São eles que estão há três meses sem aulas. Os estudantes da pós-graduação continuam tendo aula porque os órgãos que financiam as bolsas não reconhecem a greve. As bolsas de mestrado e doutorado têm prazos a serem cumpridos.

EXTRA - O governo já disse que a reposição das aulas será obrigatória. Qual sua opinião?

MARCIO - Umas das questões sempre discutida na saída de greve é a reposição das aulas. Isso está fora de questão, porque, é claro, que deve acontecer. Afinal, os alunos não podem ser penalizados pelos nossos atos.

EXTRA - Não parece um descompasso que o Brasil receba um ganhador do Prêmio Nobel como professor convidado, mas que as universidades federais estejam em greve?

MARCIO - É uma situação antagônica. Um profissional como esse tem muito a nos ensinar, e os alunos poderiam aproveitar esta troca de conhecimento. Com a greve, entretanto, perde-se bastante. A maioria dos estudantes não sabe da programação e acaba não participando dos eventos que são oferecidos na universidade.

Ele foi meu professor de Comunicação e Filosofia no primeiro período e voltará a ser no quarto.

(Source: extra.globo.com)

UFRJ Greve 

August132012
fireandthethund:

Brinquedo de jornalista.

fireandthethund:

Brinquedo de jornalista.

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